O advogado Renato Waldomiro Liserre Jr. conta que, por causa da síndrome
de Down do sobrinho, a família optou por não ter babá. Por isso, o
menino Pedro passa o dia na casa dos avós, enquanto a mãe trabalha. o
cão Branco também fica lá, no quintal. "Depois que levo minha filha para
a escola de manhã, passeio com ele e, em seguida, deixo o cachorro nos
meus pais. Em um feriado, viajei com o Branco e o Pedro não o viu
durante quatro dias. Meu afilhado sentiu a ausência dele no quintal.
Tanto é que a primeira palavra que disse foi "cadê", ao mesmo tempo que
gesticulava, levantando os ombros. Aos poucos, meus pais foram deixando o
Branco entrar em casa. E o Pedro vai atrás dele", conta o tio do menino
(…)
Ter um animal de estimação traz um lista infindável de benefícios. É o
que garante Hannelore Fuchs, veterinária e psicóloga de São
Paulo, especializada em comportamento animal. "Tudo começa pelo lado
fisiológico", descreve ela. "O toque, a percepção da pele do animal, faz
nosso organismo liberar endorfinas, as substâncias por trás da sensação
de bem-estar". O olhar também entra nesse somatório.
De acordo com um estudo realizado pela American Heart Association,
criar um animal reduz fatores de risco para doenças cardíacas, como a
pressão alta, colesterol ruim elevado, estresse, obesidade e ajudam,
ainda, na recuperação de pacientes infartados.
Um estudo coordenado pela especialista no Itaci (Instituto de
Tratamento do Câncer Infantil), em São Paulo, mostrou que a visita dos
bichos suspendia provisoriamente a dor nas crianças doentes.
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